sábado, 23 de fevereiro de 2013

Jovem que trabalhou com médica confirma a eutanásia de pacientes

Testemunha diz que ela interrompia tratamentos para liberar os leitos.
O advogado da médica nega as acusações e diz que faltam provas.


Testemunha que trabalhou com Virgínia Soares de Souza, a chefe da UTI do hospital evangélico, diz que ela interrompia os tratamentos de pacientes do SUS para liberar os leitos para pacientes de planos particulares.

A testemunha trabalhou como técnico de enfermagem nesse hospital por dois anos. Hoje é enfermeiro em outro hospital e quer fazer a denúncia à polícia. “Isso ela praticou dentro da UTI, interrompia o tratamento de um paciente de SUS para permitir que um paciente de convênio ocupasse o mesmo leito. Se não havia paciente de convênio esperando leito, ela prosseguia o atendimento”.

O advogado da médica nega as acusações. “Este inquérito e a prisão se devem a equívocos. Ela sempre agiu dentro dos critérios racionais de terapia intensiva. Ela é médica intensivista há muitos anos e nunca agiu de forma antiética”, garante Elias Assad, advogado.

A polícia prendeu a chefe da UTI do segundo maior hospital de Curitiba, ontem de manhã, enquanto ela trabalhava. Virgínia Soares foi levada para uma prisão na região metropolitana de Curitiba.

A polícia investigava a chefe da UTI há um ano, por suspeita de maus tratos e envolvimento nas mortes de pacientes. Segundo a investigação, as denúncias partiram de funcionários do hospital.

A direção do hospital evangélico informou que abriu uma sindicância e que, por enquanto, não vai gravar entrevista. O conselho regional de medicina também vai apurar as denúncias.

Esta manhã, a polícia ouviu mais funcionários do hospital. Desde que a médica foi presa, o núcleo de repressão de crimes contra a saúde tem recebido telefonemas de pessoas que querem denunciar, vir prestar depoimento espontaneamente.

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